Dormir no deserto já é, por si só, uma experiência pra vida inteira! Eu já tinha tido essa oportunidade no Deserto de Thar, na Índia e foi incrível. Mas preciso confessar que pisar no maior deserto do mundo, o Saara pelo Marrocos, foi emocionante de um jeito diferente.

Estar naquele lugar que eu tanto ouvia falar quando era criança foi como viver um sonho. Essa é, sem dúvida, uma das experiências mais buscadas por quem viaja ao Marrocos, e por isso decidi compartilhar aqui como foi a minha experiência por lá.

Passei duas noites no deserto do Saara: a primeira em uma tenda de luxo no meio das dunas, e a segunda em um hotel em Merzouga, uma cidadezinha localizada bem na entrada do deserto. E olha… foram dois dias que vou guardar no coração pra sempre.
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Lembrando aqui que essa viagem eu fui a trabalho como líder de grupo (anfitriã) da agência para mulheres Woman Trip, então tudo foi organizado por elas, o roteiro e as experiências. Se você é mulher, não tem companhia para viajar e quer conhecer o mundo, recomendo muito as meninas da Woman Trip. Usando o código PEGADAS na compra de qualquer pacote, você ganha R$150 de desconto.
NESTE ARTIGO VOCÊ VAI ENCONTRAR:
- COMO CHEGUEI NO DESERTO DO SAARA
- PRIMEIRA NOITE NO DESERTO: DORMINDO EM UMA TENDA
- SEGUNDA NOITE NO DESERTO: DORMINDO EM UM HOTEL EM MERZOUGA
- O QUE LEVAR NA MALA PARA O DESERTO
- INFORMAÇÕES IMPORTANTES PARA ESTA EXPERIÊNCIA
COMO CHEGUEI NO DESERTO DO SAARA
Saímos de Gorges du Dadès, uma cidadezinha nas montanhas do Alto Atlas, e seguimos em direção a Merzouga, no coração do Deserto do Saara. Foram cerca de 265 km de estrada, com paisagens impressionantes no meio do caminho.
Uma das primeiras paradas foi na famosa Estrada das Mil Curvas, que me lembrou muito a Serra do Rio do Rastro, em Santa Catarina. Também paramos na Garganta de Dadès (é uma sequência de desfiladeiros escarpados, moldados ao longo dos séculos pela força do rio Dadès).

Tivemos ainda uma experiência linda com uma família local: paramos na casa de um morador para conhecer os tapetes berberes e tomamos chá de hortelã. Foi muito gostoso.
A estrada entre o Atlas e Merzouga é muito bonita. Aos poucos, a paisagem vai mudando: saímos das montanhas e fomos nos aproximando do deserto. Passamos por várias vilas tradicionais, com casas feitas de barro cru (uma mistura de terra, palha e água moldada em blocos que secam ao sol). Minha vontade era de ter ficado mais tempo ali, conhecendo cada pedacinho dessas comunidades.

Foi muito emocionantes quando vi as primeiras dunas de Erg Chebbi. Nem acreditei na hora que eu estava chegando no maior deserto quente do mundo!
Chegando em Merzouga fomos até um ponto da estrada onde tivemos que trocar para um 4×4 e fomos até o acampamento pela areia. Algumas meninas tiveram a experiência de ir até o acampamento de camelo e assistiram ao por do sol no meio do caminho. Elas amaram.

Caso você esteja viajando sozinho (a) a melhor forma de chegar ao deserto é ou com carro alugado, alugue aqui com a Rent Cars ou de excursão.
PRIMEIRA NOITE NO DESERTO: DORMINDO EM UMA TENDA DE LUXO
Chegamos no acampamento de luxo pela tarde. Fomos recepcionadas com chá e co beliscos como tâmaras, amendoins e uns docinhos típicos marroquinos. Logo após fomos direcionadas as nossas tendas e meus amigos, que surpresa maravilhosa! Nunca na vida imaginei viver isso!
Nos hospedamos no Oasis Luxury Camp e foi muito mais do que eu esperava. É tudo bem organizadinho, com tapetes no chão e até um restaurante. A tenda em que eu fiquei era enorme com uma cama deliciosa (a melhor de toda a viagem), com coberta, espelho, armário e um banheiro com chuveiro bom (lembrando que estávamos no meio do deserto). O wifi lá não é dos melhores, por isso a importância de ou ir com o America Chip saindo do Brasil ou comprar um local direto no Marrocos.
Assistimos ao por do sol em uma das tendas de lazer e posso falar que foi uma vibe incrível! Foi bem emocionante. Depois do banho fomos para o jantar que fizeram para todos que estavam hospedados por lá. Comida boa, música e até parabéns cantaram para uma das meninas que estava junto no nosso grupo. Após a janta, foi a hora da apresentação de música tradicional marroquina em volta da fogueira. Foi tudo muito gostoso.
A noite na tenda foi boa demais! Dormi como um anjo! Somente em um dado momento que acordei com o barulho de um camelo bem perto da minha tenda, mas peguei no sono de novo bem rápido!
Acordamos bem cedo para o nascer do sol e estava bem frio!! Tomamos nosso café da manhã e já era hora de partir (infelizmente). Malas no carro e bora para o próximo destino no deserto.

Um aviso aqui: sempre verifiquem se as malas de vocês estão bem amarradas no carro. A mala de uma das meninas caiu no asfalto e estragou!! Isso porque eles esqueceram de amarrar as malas!
SEGUNDA NOITE NO DESERTO: DORMINDO EM UM HOTEL EM MERZOUGA
Saímos depois do café da manhã rumo à nossa próxima hospedagem no Deserto do Saara, o Nomad Palace, um hotel super aconchegante, com duas piscinas, quartos enormes e sala de chá. A decoração é toda no estilo deserto, e o mais legal é que tem lá tem os cartazes de vários filmes que foram gravados no Marrocos. A vibe do lugar é maravilhosa, daqueles que você já chega querendo ficar mais tempo.

Depois do check-in, nem deu tempo de descansar: saímos direto para um passeio de 4×4 pelas dunas do Saara, daqueles com emoção, sabe? Subidas e descidas no meio daquela imensidão de areia. Visitamos um povoado nomade e brincamos com algumas crianças que estavam curiosas conosco. Em seguida, paramos no povoado de Khamilia, onde assistimos, enquanto tomávamos chá, a uma linda apresentação hipnótica de música gnawa, típica do sul do Marrocos.

Depois, como tivemos um tempo livre, decidimos fazer um passeio de quadriciclo pelas dunas (400 dirhams = em torno de 50 dólares), e, se eu puder dar um conselho: só faça! Foi divertido demais, além de a gente viver essa aventura de subir e descer as dunas dirigindo. Normalmente esse passeio é feito no por do sol, que foi o que fizemos, mas não vimos o sol, porque conseguimos dar a sorte de pegar a vinda de uma tempestade, o que deixou o cenário bem dramático, mas lindíssimo também.

A noite tivemos um jantar no estilo buffet no hotel que já estava incluso e até queria ter aproveitado mais o hotel a noite, mas eu estava tão cansada que fui dormir cedo.

Foram apenas duas noites no deserto do Saara, mas eu ficaria tranquilamente por mais dias para viver mais dessa experiência.
O QUE LEVAR PARA O DESERTO DO SAARA
O Deserto do Saara provavelmente vai ser só uma parte da sua viagem pelo Marrocos, mas vale dar uma atenção especial à forma como você organiza sua mala. Minha dica é: deixe as roupas que vão sujar mais bem à mão, porque no deserto você vai ter areia por tudo! E quando eu digo tudo, é tudo mesmo: ouvidos, olhos, tênis, mochila e muito, MUITO no cabelo.

Algo que me ajudou muito foi usar o lenço tradicional enrolado na cabeça, daquele jeito que só os locais sabem fazer. Além de proteger do sol, ele segura a areia e ainda te deixa no clima do lugar.
Ah! E se você tem cabelo comprido como eu: faça tranças! O vento e a areia embaraçam tudo, e pentear depois pode virar uma missão impossível.
O QUE LEVAR:
- Calças leve e larga;
- Lenço ou pashmina;
- Caso vá no frio, roupa térmica;
- Óculos escuros;
- Tênis confortável e chinelo para o banho;
- Protetor solar e labial;
- Lenço umedecido;
- Secador de cabelo;
Dicas importantes para quem vai ao Saara
- Parece óbvio, mas como você vai estar no meio do deserto, vai ter areia por tudo nas hospedagens. Vá sabendo disso.
- Durante o dia faz um calorão, mas à noite pode fazer frio de verdade, especialmente fora do verão. Leve roupas leves, mas também um casaco quente, principalmente se for pernoitar nas tendas.
- A infraestrutura é simples. Mesmo nas tendas “de luxo”, o banheiro pode ser compartilhado ou mais rústico. Vá com o espírito aberto e foque na experiência.
- Nem sempre você vai ter sinal ou internet. Na maioria dos acampamentos no deserto, não tem Wi-Fi ou o sinal de celular é fraco. Aproveite pra se desconectar e viver o momento.
- É uma experiência mais cultural do que turística. Você vai viver tradições locais: música gnawa, chá de hortelã, culinária típica, hospitalidade berbere. Vá com curiosidade e respeito.
Foram só dois dias, mas o Deserto do Saara me marcou de um jeito único. Se você tem vontade de viver essa aventura, só vai! E depois me conta como foi.
Até a próxima!
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